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Conhecendo as especialidades: Neonatologia

  • Foto do escritor: Jornal A Sístole
    Jornal A Sístole
  • 29 de ago. de 2023
  • 3 min de leitura

Entrevistada: Dra. Vívian Moitinho


Por Júlia Lourenço


O médico neonatologista é o profissional da saúde que presta assistência ao nascido vivo desde o nascimento até, no mínimo, 28 dias de vida. Ele atua em diferentes níveis de complexidade, tais como o atendimento em sala de parto, o alojamento conjunto, a unidade de cuidados intermediários e intensivos, o transporte intra/extra-hospitalar e o acompanhamento ambulatorial de neonatos de risco. A residência em neonatologia tem como pré-requisito a Residência Médica na Especialidade de Pediatria e tem a duração de dois anos em período integral. O Jornal “A Sístole” convidou a médica neonatologista Dra. Vívian Moitinho para esclarecer sobre essa especialidade e compartilhar suas experiências.


Um pouquinho sobre a Dra:

“Me chamo Vívian Moitinho, sou pediatra pelo HUPE/UERJ e neonatologista pelo IFF/FIOCRUZ. Sou mãe da Laura e do Otto e esse com certeza é o meu melhor e mais desafiador papel. Apaixonada pela pediatria e neonatologia. A cada dia, acredito mais e mais em uma pediatria preventiva, menos medicalizada, que enxerga na criança uma potência para mudanças. Sejamos amorosos e gentis com elas!”


1- Conte um pouco como é sua rotina como neonatologista:

“Como neonatologista, eu atuo basicamente na atenção ao recém nascido no momento do seu nascimento, atuo em Unidade de Terapia Intensiva Neonatal com o recém nascido de alto risco e faço consultório de puericultura, trazendo muitas vezes para o consultório, os pacientes provenientes das salas de parto.”


2- Como foi seu processo de escolha da sua subespecialidade? Quais suas maiores motivações?

Inicialmente, a minha escolha sobre essa subespecialidade da pediatria aconteceu da seguinte maneira: preferência por trabalhar com pacientes em unidades fechadas e com diferentes níveis de complexidade. Procurei também por uma especialidade a qual tivesse demanda por profissionais especializados e com boa entrada no mercado de trabalho e que, consequentemente, trouxesse um retorno financeiro dentro do que eu esperava.

Hoje as minhas maiores motivações dentro da neonatologia e, principalmente, dentro do contexto do nascimento, é ser uma profissional que trabalha em prol do nascimento gentil e respeitoso, promove o contato imediato do bebê com a mãe, consequentemente o aleitamento materno na primeiro hora de vida, visando a amamentação mais duradoura.


3- Quais as maiores dificuldades na prática da neonatologia?E quais as melhores partes?

As maiores dificuldades, a meu ver, levando em consideração a relação profissional x paciente x família, é trabalhar com o risco real e diário da perda. Normalmente, quando estamos no contexto da formação do binômio “mãe x bebê”, não nos preparamos para desfechos negativos, muito pelo contrário, nos preparamos para nascimentos típicos, com bebês saudáveis e alta da maternidade com a família levando esse bebê para casa. Quando lidamos com bebês tão vulneráveis, como é o dia a dia da profissão, o caminho do nascimento até a alta, quando ela acontece, se faz por um caminho bem árduo na maioria das vezes.

Sendo assim, certamente a melhor parte é o momento quando olhamos para trás e vemos que deu certo. É o momento em que a família se completa com o novo membro e consegue levá-lo para casa.


4- Como foi sua experiência na residência?

Tanto a residência de pediatria quanto a residência de neonatologia, foram realizadas em hospitais de grande referência na área. Dessa maneira, ao mesmo tempo que foi um período de trabalho duro, foi também um período de grande aprendizado. É claro que, pensando no contexto de formação do especialista, algumas estratégias precisam ser revistas, como por exemplo, um maior incentivo às atividades acadêmicas nesse período.


5- Como você vê o campo profissional para a neonatologia?

Para todo profissional com uma boa formação sempre haverá espaço. A neonatologia é uma subespecialidade com diversas opções para trabalho. O neonatologista não está apenas nas UTIs. Está no follow up fazendo seguimento do paciente de risco, está nas maternidades trabalhando com nascimento...as opções são inúmeras.


6- Deixe um recadinho para os leitores do jornal interessados nessa área!

A neonatologia é uma área desafiadora porém muito encantadora. Poder estar presente no momento mais importante da vida de uma família é muito especial. Fazer parte da caminhada de um bebê prematuro extremo (e da sua família) até o momento da tão sonhada alta, faz tudo valer a pena. A gente vibra junto com eles.



 
 
 

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